Curso voltado para a etnia Xavante tem foco em sistemas agroflorestais

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A etnia Xavante participou do Curso de Implantação, Planejamento e Manejo Agroecológico de Sistemas Agroflorestais, em Mato Grosso, no mês passado. Oferecido pelo Núcleo de Estudo em Agroecologia do Vale do Araguaia, do campus de Barra do Garças do Instituto Federal de Mato Grosso (NEA-VA/IFMT), o curso contou com a assessoria pedagógica do Instituto Flor de Ibez.

O foco em proporcionar essa oficina para a população Xavante é aproximar conceitos e hábitos alimentares tradicionais com os aprendizados contemporâneos da agricultura florestal. Os saberes indígenas voltados em roças de toco, coleta de frutos do cerrado e caça perderam espaço diante à redução de atividades causadas pela tecnologia, o que inclui o consumo de alimentação industrializada. Isso permitiu o aumento de diabetes, desnutrição, entre outros.

Considerando os indígenas com total autonomia das comunidades e a conservação ambiental, a união do aprendizado às técnicas agroecológicas revela um baixo custo de implantação.

O curso iniciado em março contou com professores e iniciativas de referência, como a Rede de Sementes do Xingu e a Cooperafloresta. Em cada etapa num total de seis, estudantes implantaram formatos de módulos agroflorestais e aprenderam técnicas tradicionais aos indígenas, como coleta de sementes e manejo dos sistemas. Ao final do curso, uma feira agroecológica expôs os trabalhos com hortaliças e verduras produzidas sem veneno nas agroflorestas implantadas no IFMT e no assentamento Serra Verde.

O passo seguinte da iniciativa é implantar módulos agroflorestais nas aldeias dos participantes do curso, desenvolvidos pela CR Xavante com assessoria técnica do Instituto Flor de Ibez.

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