Mais de 80 profissionais da saúde vão atuar na manipulação e prescrição dos fitoterápicos.

Remédios fitoterápicos produzidos pelo Iepa a partir de plantas medicinais — Foto: Jorge Abreu/G1

Um termo de cooperação técnica e científica firmado no Amapá deve incluir remédios confeccionados a partir de plantas medicinais na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é que os medicamentos estejam disponíveis ainda no primeiro semestre de 2019.

  Nesta terça-feira (27), um workshop em Macapá voltado para cerca de 250 participantes, entre profissionais e estudantes da área da saúde, apresentou oficialmente essa proposta, que vai contar com capacitações para prescrição e manipulação dos produtos.

  De acordo com a farmacêutica Juliana Cristina Esbizero, do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), a disponibilidade gratuita de fitoterápicos mostra a racionalidade médica e complementa o tratamento de várias doenças.

  “A finalidade deste workshop é a apresentação pública do projeto de implantação de plantas medicinais e fitoterápicos na rede SUS do estado do Amapá. O projeto-piloto é financiado pelo Ministério da Saúde”, disse.

  Entre os fitoterápicos regionais estão a andiroba, para uso tópico indicado como anti-inflamatório, e a folha de sacaca, cujo uso é feito através de tintura, indicada para a redução do teor de gordura no sangue (colesterol e triglicérides) e controle de distúrbios dos rins e diabetes.

  Além dos fitoterápicos, a novidade abrange outros três remédios industrializados elencados na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), os quais têm como matérias-primas as plantas: garra do diabo, unha-de-gato e soja.

  A garra do diabo será indicado para uso oral como anti-inflamatório e no tratamento da dor lombar baixa aguda e como coadjuvante nos casos de osteoartrite; a unha-de-gato também é anti-inflamatório de uso oral e utilizado nos casos de artrite reumatóide, osteoartrite (artrose) e como imunoestimulante; e a soja tem indicação auxiliar no alívio dos sintomas do climatério, tais como fogachos (ondas de calor) e sudorese.

  O termo de cooperação técnica e científica estabelecida pelo SUS foi firmado em março com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Universidade Federal do Amapá (Unifap) e Iepa. As atividades podem ser iniciados em janeiro do ano que vem, prevê o Iepa.Para a formação da equipe de saúde multidisciplinar responsável por manipular e prescrever os medicamentos, poderão participar das capacitações médicos, farmacêuticos, fisioterapeutas, enfermeiros, biomédicos, assistentes sociais, nutricionistas, odontólogos, psicólogos, fonoaudiólogos, entre outros.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2018/11/27/sus-deve-ofertar-remedios-feitos-a-base-de-plantas-medicinais-no-primeiro-semestre-de-2019.ghtml

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