A data comemorativa representa a luta feminina por igualdade de gênero.

Muito mais do que uma data comercial de homenagens às mulheres, o dia 8 de março tem um significado histórico enorme na garantia de direitos da mulher.

O Dia Internacional da Mulher é marcado por fatos históricos profundos na busca por igualdade de gênero, que remetem a greves de mulheres no final do século XIX, que trabalhavam em fábricas nos Estados Unidos e em alguns países da Europa. Elas buscavam por condições mais dignas de trabalho, uma vez que sofriam com jornadas insalubres, salários medíocres e até mesmo a exploração do trabalho infantil.

Um fato que marcou o movimento foi um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram durante violentos protestos e acabaram carbonizadas.

Desde então, a trajetória das lutas femininas se intensificou, sendo que somente em 1945 a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional com termos de igualdade de gênero. E, em 1977, instituiu o 8 de março como o Dia Internacional da Mulher.

O tema deste ano, segundo a ONU, é “Pensemos em igualdade, construção com inteligência e inovação para a mudança”, e está voltado para a defesa igualitária e a salvaguarda de mulheres em relação aos sistemas de proteção social e aos serviços públicos.

Muito mais do que apenas presentes simbólicos e homenagens, a data deve ser um momento de reflexão sobre o que a sociedade brasileira tem feito pelos direitos das mulheres. Por exemplo, somos um país onde a representatividade feminina na política é mínima (apenas duas governadoras assumiram o pleito esse ano) em contraste às altas taxas de violência doméstica (1,6 milhão de mulheres foram agredidas em suas próprias casas, em 2018).

Que a partir de hoje, possamos conviver em uma sociedade mais justa e protetora para as mulheres – o maior presente que elas precisam receber.

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